Sensoriamento Remoto – Módulo 3

 

 

Você sabia que a maioria dos mapas é elaborado a partir de fotografias aéreas?

Fotografias aéreas registram a superfície terrestre a partir de um avião ou balão, ou seja, fotografa os objetos da superfície terrestre de cima.

 

 

 

            

 

Há duas maneiras de fotografarmos do alto e vermos os elementos:

 

VISÃO VERTICAL – o eixo da câmara fotográfica encontra-se na vertical.

 

 

VISÃO OBLÍQUA – o o eixo da câmara fotográfica encontra-se na vertical.

 

 

Fonte: Ferreira, M.L.; Graça Atlas Geográfico: Espaço Mundial, Ed. Moderna, 2003.

Cortesia da Editora Moderna para utilização, publicação e veiculação no site GEODEN

 

 

 

 

Para a obtenção de fotografias aéreas recomenda-se o uso de câmaras fotográficas de grande precisão transportadas em aeronaves de preferência com boa estabilidade. São exigidos no mínimo 6 horas de vôo interruptos, porém muitos aviões chegam a sobrevoar uma área em até 8 horas. Contudo, condições do tempo podem afetar ou até impedir o vôo, como a presença de nuvens no céu, a variação da energia solar durante o dia.

 

As aeronaves sobrevoam uma aérea numa dada altura, a partir de diferentes ângulos, de modo que um mesmo objeto apareça em duas fotografias sucessivas. Ao olhar as imagens através dos pares esteresocópicos (imagem 3D), os nossos olhos irão convergir formando uma única imagem, permitindo a visualização da fotografia numa percepção estereoscópica ao sobrepor as fotos da área estudada,  criando uma imagem tridimensional com ou sem o auxílio do estereoscópio de espelhos.

 

 

 

 

http://www2.uefs.br/geotec/topografia/apostilas/topografia(15).html

 

 

Isso nos permite reconhecer nos objetos a forma, as cores e o tamanho. Diferentemente da aquisição de imagens de satélites, radar, as fotografias áreas podem ser registrar os elementos naturais e antrópicos em preto e branco ou coloridas e, ainda  em infra-vermelho. Atualmente, são muito úteis em estudos envolvendo a identificação de certas vegetações e de vida selvagem.

 

 

 

Além disso, é importante sabermos que as fotografias possuem escala e a

 

 

 

sua área de cobertura são funções da distância focal da câmara fotográfica acoplada no avião e da altura do vôo. Quanto maior for à altitude dos vôos menores serão as escalas da foto.

 

 

 

 

 

 

Atividades

 

 

Fotointerpretação

 

 

 

Muitos de nós a observarmos uma fotografia aérea conseguimos indentificar os objetos familiares, da Terra  ou pontos elevados, como por exemplo, as florestas, rios, cidades, áreas desmatadas e, outras construções. A diferença de tonalidade, as formas e os tamanhos entre os objetos terrestres ajudam a identificar mais facilmente os pequenos detalhes na fotografia ou nas imagens obtidas por sensores remotos. Vejamos:

 

 

1-tonalidade: os tons que aparecem nas fotografias são degradações do cinza variando conforme o relevo, condições meteorológicas, como também a quantidade de energia solar absorvida pelo material e sombras; permite distinguir uma cultura de café de uma cultura de arroz;

 

 

2- cor: o filme colorido permitindo uma maior identificação de detalhes, apesar de ser mais cara que o filme preto e branco.

 

 

3- forma: geralmente as obras feitas pelos homens tem formas regulares, como prédios, casas, plantações, enquanto os objetos “naturais” apresentam formas irregulares, como matas, uma montanha, dentre outros;

 

 

4- tamanho: o tamanho dos objetos variam segundo a escala da foto;

 

5- sombra: reflete a forma do objeto e o momento da fotografia. Nas fotografias áreas e nas imagens de satélites, a sombra vai depender da posição do objeto em relação à luz do Sol;

 

 

6- textura: pelo aspecto do objeto e tonalidade dos objetos iguais, podemos distinguir entre uma área florestada/ desmatada classificando como fina, grossa, suave;

 

 

7- padrão: refere-se à forma como os objetos estão organizados no espaço; permite distinguir uma área urbana de uma área agrícola.

 

 

8- posição: refere-se à região onde foi obtida a fotografia facilitando a identificação do objeto em observação.

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